Interação Esportiva

O Blog “Interação Esportiva” faz parte de uma pesquisa de comportamento, com o objetivo de identificar e conhecer a comunicação e a interação entre diversas modalidades esportivas.
Todo conhecimento e informação adquiridos serão utilizados no desenvolvimento de produtos voltados para o segmento esportivo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mergulhando com tubarões



Você já se imaginou nadando em águas cristalinas com dezenas de tubarões a sua volta? Stuart Cove faz isso com a maior naturalidade e ainda convida pessoas para acompanhá-lo numa experiência fascinante. 

Conheça aqui um pouco de sua história e sua incrível aventura nos mares das Bahamas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Uma esportista muito especial




A “São Paulo Boat Show 2010”, maior feira náutica da America do Sul, recebeu no último dia 15, para uma palestra a velejadora mais jovem a empreender uma viagem solo de volta ao mundo. Jéssica Watson, é o seu nome. 


Garota surpreendente, corajosa, obstinada, empreendedora que com apenas 16 anos se lançou sozinha em uma viagem de circo navegação, transpondo inclusive o temido cabo Horn, o ponto mais meridional da América do Sul, que representa um marco de extremo perigo para todos os navegantes de todas as categorias, um exemplo para todos os velejadores e esportistas de todo o mundo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Agressive Inline




Por ser um esporte que se tornou popular recentemente, poucas pessoas sabem que os primeiros patins datam do séc. XVII. No séc XX, nos EUA surgiram os patins tradicionais, com duas rodas na frente e duas atrás, chamados de "quad", porém a partir da década de 70 ressurgiram os modelos in-line, o que deu início à patinação agressiva. No Brasil, o Agressive Inline surgiu em 1993, e foi oficializado como modalidade esportiva em 1999, pela Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação.
A modalidade pode ser dividida entre street, com uso de rampas, corrimões, escadas e outros obstáculos urbanos, ou vertical, quando as manobras são realizadas no half (rampa com formato de "U"). Os praticantes do esporte acabam incorporando em si a alma do Agressive Inline e fazendo manobras realmente insanas! Vale pegar corrimões gigantes, altos e de preferência com um "precipício ao lado", pulando de mais de 3 metros de altura, como casas, blocos de apartamentos etc.
No último feriado, rolou o CILS WRS 2010 (Circuito In-line Street Word Rolling Series), na pista Cittá di Maróstica, em São Bernardo do Campo - SP. O evento que aconteceu nos dias 9, 10 e 11 chegou a reunir cerca de 400 atletas, e contou inclusive com a presença de personalidades internacionais, como Brian Aragon (EUA).
O agito ficou por conta de Felipe Zambardino, Santiago, Pia e, claro, Fábio Enes, atleta de apenas 19 anos que já ocupa o 18° lugar no ranking mundial e foi o campeão da etapa. Zambardino surpreendeu quem assistia saltando no meio da galera. Se muitos não conheciam Santiago, a partir de hoje ele será lembrado como o primeiro a saltar da marquise da Cittá di Maróstica.
Mas quem arregaçou mesmo foi Carlos Pianowsky, conhecido como Pia, um patinador insano e persistente, que fez algumas tentativas acertar o salto da marquise na final da competição. Ao final, deixou a galera eufórica que invadiu a pista e o carregou gritando seu nome repetidas vezes. Pia é conhecido por radicalizar e afirma que dificilmente o atleta se acostuma com uma rotina de movimentos, sempre tenta algo diferente, uma nova conquista.

Outra personalidade que esteve presente no evento foi Fabíola da Silva, que apesar de não competir, acabou dando uma força para as mulheres que participaram do campeonato, como Fran e a Taia, que mandaram muito bem no circuito! Fabíola incentiva quem está começando: "Para ser bom em qualquer coisa, é preciso ter dedicação, gostar do que faz, e acreditar no seu sonho".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Barbosa: calma, paciência e persitência para vencer


Marcos Barbosa, começou a praticar judô aos 13 anos e, em busca de aprimoramento em seu aprendizado, mudou para o Jiu-Jitsu.Tornou-se,em 2007, campeão internacional master é professor e sócio-gerente da Barbosa Jiu-Jitsu MMA. O atleta pratica o Brazilian Jiu-Jitsu há mais de 15 anos e explica que tal modalidade do esporte foi adaptada, há alguns anos, para o vale-tudo. Trata-se de um estilo bem marcante e bem brasileiro.
Para Barbosa, a luta é um reflexo do nosso cotidiano: “Sempre que termino a aula, eu peço para as pessoas não faltarem, porque na aula o cara vem, passa por várias situações e aprende a ter calma, paciência, persistência e compreensão com o outro. A luta é um paralelo da vida e quando a pessoa tá na aula, ela esquece a vida lá fora e tira exemplo, dentro do tatame pra a vida dele”, explica.
O atleta, que sempre teve de correr atrás do que queria, com ajuda de professores e outros colaboradores, diz gostar de desafios. Diante de dificuldades ele se mantém calmo e não se desespera, pois sabe que é uma situação passageira.
Comenta que tudo o que aprendeu no esporte o ajuda a superar os desafios, como por exemplo, quando decidiu parar de competir e se tornar professor. Conseguiu superar essa dificuldade, por não precisar sair do ramo e continuar a fazer o que gosta, apenas mudou um pouco o foco. “O que me atrai mais nessa luta é a liberdade de se poder trabalhar. Essa liberdade te deixa criar várias situações e em competições você sempre vê novos movimentos”, comenta Barbosa.
O campeão internacional afirma que competição é dia a dia, compromisso e que a superação está associada a competição. Sua motivação para buscar novos desafios é não parar de dar aula. “Eu dou aula não somente porque eu preciso e sim porque gosto. Se eu desanimar não tem trabalho e a equipe inteira desmonta. Eu confio muito na força em que as pessoas têm, acreditando em algo mais, porque senão a gente não vai pra frente.
Seu modelo de sucesso é muito forte no sentido de enfrentar desafios, compartilhar sua técnica e treinar pessoas para vencer, tanto no esporte como na vida: “Pra mim é muito bom continuar na área. As pessoas procuram sempre quem está ganhando e muitos começaram a me procurar por eu estar vencendo nas competições. Se eu não tivesse me estruturado para dar aulas eu estaria perdido. Sempre tive bons professores e comecei a ver que eu também poderia ser um bom professor”.
Esse é o Marcos Barbosa, nosso campeão, orgulho de uma categoria esportiva de projeção internacional, mestre nas artes marciais e na vida, que nos ensina a enfrentar desafios e buscar nesse enfrentamento o que de melhor temos a oferecer, ganhando ou perdendo, não importa, mas o que importa é viver com dignidade e auto-confiança. Para finalizar e muito bem, o faixa-preta afirma: “Eu acredito muito em Deus e confio no que faço porque Ele está na minha frente e me abre as coisas”, conclui.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Urban Riders: desafios na vida e sobre duas rodas.


Capacete “coquinho”, luvas, caneleira, mochila e bicicleta com banco baixo equipada com freios a disco, são características de um urban rider, praticantes do Ciclismo Extremo Urbano, que abrange diversas modalidades, como Urban Assult, Downhill, Freeride, Trial, BMX e 4x.

Álvaro Perazzoli, praticante do Ciclismo Extremo, ganhou uma bicicleta aos 11 anos de idade e aos 16 já competia profissionalmente provas de ciclismo de rua. “Descobri o poder que a bicicleta tem de fazer você ampliar o seu mundo e conhecer outros lugares de forma independente”, contou Álvaro.

A liberdade, a falta de regras e o contato com a natureza foram os atrativos que o levaram a continuar a prática do Ciclismo Extremo. Para ele, a bike é mais do que um esporte, é um transporte, terapia, solução ambiental e estilo de vida: “corpo e máquina se tornam um só”, comenta.

Desafios, obstáculos e dificuldades fazem parte do esporte e também da vida pessoal dos praticantes da modalidade, porém, Álvaro nos conta que o maior desafio não é o obstáculo em si, e sim o medo de enfrentá-lo. “Acho que o primeiro passo para enfrentar qualquer obstáculo é se auto-avaliar. Você está preparado para superar isso (psicologicamente, fisicamente e habilmente)? Se sim, se joga, se não, o que falta para superá-lo? Treine isso até conseguir”, incentiva.

Manter-se nesse esporte financeira e socialmente foi um dos desafios que Álvaro enfrentou. Na época em que iniciou a prática, ele não tinha recursos financeiros para ter os equipamentos básicos e tal modalidade estava muito elitizada. Essas dificuldades levaram-no a ficar afastado do esporte e sem conseguir um patrocinador, porém, a vontade e o sonho de voltar a praticar incentivaram-no a criar, em 2003, uma comunidade, a Urban Riders (, com pessoas que tiveram a mesma dificuldade. ”A proposta do Urban Riders é ser uma comunidade de pessoas que gostam de bicicleta, seja qual for a sua modalidade, nível técnico, classe social e idade. É um veículo construído pelos próprios visitantes, seja no conteúdo e mesmo nas ações e eventos”, explica.

Em 2005, a comunidade tornou-se o site www.urbanriders.com.br que, atualmente, é um dos mais acessados e representativos desse segmento no Brasil e possui reconhecimento de atletas, mídias e entusiastas. Álvaro afirma que foi isso que o permitiu ir mais longe do que atleta e começasse a atuar diretamente no esporte como: organizar e cobrir eventos, produzir vídeos, ajudar no marketing e comunicação de empresas e até mesmo desenvolver e auxiliar na importação de produtos específicos para o esporte.

Plenitude e uma grande sensação de que vale a pena buscar algo que se quer é a sensação que Álvaro tem ao conseguir superar as dificuldades. “Se você não consegue vencer seus próprios limites, como conseguirá vencer o próximo?”, comenta. Para ele, o simples fato de estar vivo já é um grande motivo para querer cada vez mais desafios.